Arquitetura Sustentável

Arquitetura Sustentável | Ideias e Soluções Verdes.

A Ecotelhado tem percebido uma grande procura por projetos arquitetônicos dentro da empresa. Por isso, foi criada um novo departamento de Projetos da Ecotelhado. Um braço da Ecotelhado com competência técnica para criar e executar diversos tipos de projetos alinhados aos principais conceitos da sustentabilidade.

Conheça a equipe de profissionais envolvida

Rodrigo Troyano

Arquiteto e Urbanista pela UniRitter Laureate International Universities.

Diretor da Troyano Arquitetura, escritório que atua desde 2002 com destaque e premiações no mercado local, já tendo projetado e executado mais de 40 edificações bem como assinado projetos de relevância para a cidade, como a Feira do Livro de Porto Alegre, projetada pelo escritório desde 2010 até os dias atuais.

Eugenia Aumond Kuhn

Arquiteta e Urbanista pela UFRGS.

Mestre na área de sustentabilidade pelo Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Engenharia da UFRGS.

Doutora na área de sustentabilidade pelo Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Engenharia da UFRGS.

Professora de Projeto e Arquitetura da Paisagem. Atualmente, coordena o laboratório de Conforto da Faculdade de Arquitetura e Engenharia da UniRitter Laureate International Universities.

Lorenzo Fantoni

Arquiteto e Urbanista pela Universidade IUAV de Veneza, Itália, com ênfase em Paisagem e Sustentabilidade.

João Manuel Feijó

Engenheiro Agrônomo pela UFRGS.

Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Ecotelhado.

Catarina Feijó

Acadêmica de Arquitetura e Urbanismo, UniRitter Laureate International Universities.

Construção Sustentável

Segundo o Conselho Internacional da Construção (CIB), a construção civil é o setor de atividades humanas que mais consome recursos naturais e utiliza energia, gerando consideráveis impactos ambientais.

Cerca de mais de 50% dos resíduos sólidos gerados pelo conjunto das atividades humanas vêm, provavelmente, da construção.

A Construção Sustentável surge para minimizar estes impactos.

Na Agenda 21 – conjunto de resoluções tomadas na conferência internacional Eco-92, realizada no Rio de Janeiro em 1992 – a construção sustentável é definida como: “um processo holístico que aspira a restauração e manutenção da harmonia entre os ambientes natural e construído”.

Para a Ecotelhado e a Vertôpia Projetos, levar adiante e ampliar os desafios propostos pela Agenda 21 é um dever de todo profissional da construção civil.

A ideia é pensar projetos que levem em conta:

  • A adequação do projeto ao clima do local, minimizando o consumo de energia e otimizando as condições de ventilação, iluminação e aquecimento naturais.
  • A atenção para a orientação solar adequada, evitando a repetição do mesmo projeto em orientações diferentes.
  • O uso de coberturas verdes.
  • A previsão de requisitos de acessibilidadepara pessoas com mobilidade reduzida ou possibilidade de adaptação posterior.
  • A utilização de materiais disponíveis no local, pouco processados, não tóxicos, potencialmente recicláveis.
  • Evitar sempre o uso de materiais químicos prejudiciais à saúde humana ou ao meio ambiente, como amianto, CFC, HCFC, formaldeído, tratamento de madeira com CCA, entre outros.
  • A redução dos resíduos e disposição adequada, promovendo-se a reciclagem e reúso dos materiais.
  • O uso do coletor solar térmico para aquecimento de água.
  • O uso de energia eólica para bombeamento de água.
  • A utilização de energia solar fotovoltaica,com possibilidade de se injetar o excedente na rede pública.
  • Prever coleta e utilização de águas pluviais.
  • A utilização de dispositivos economizadores de água.
  • O reúso de águas;
  • Tratamento adequado de esgoto no local e, quando possível, o uso de banheiro seco.
  • A valorização dos elementos naturais no tratamento paisagístico e no uso de espécies nativas;
  • A destinação de espaços para produção de alimentos compostagem de resíduos orgânicos.

Curiosidades sobre Arquitetura Sustentável

A Ecotelhado oferece projetos para diversas edificações: Residências, prédios, hospitais, parques, industrias, escritórios, hotéis, escolas, etc. Entre em contato pelo e-mail contato@ecotelhado.com.br ou pelo formulário de contato.

Fundamentos da arquitetura sustentável

Considera relações do local como a bacia hidrográfica, ventos predominantes, clima, orientação solar e ecossistema local, conferindo um maior conforto térmico a edificação.

Respeita a flora e fauna integrando-as à construção, priorizando espécies endêmicas e produtivas no paisagismo para criar habitat a vida selvagem, exigindo menos manutenção devido à interação biológica da vegetação.

Utiliza a natureza a seu favor ao invés de lutar contra ela, procurando reter e reutilizar a água da chuva para fins não potáveis (para conforto térmico do envoltório, economizando energia de climatização).

Otimiza a iluminação e racionaliza o consumo de energia elétrica buscando a autossuficiência por meio do uso de placas fotovoltaicas.

Prioriza materiais de construção eficientes, evitando o uso de materiais voláteis que possam afetar a saúde dos ocupantes.

A arquitetura sustentável surgiu no Brasil a partir de 2005 pela ênfase que confere entre o equilíbrio da edificação e o meio ambiente  reduzindo os resíduos resultantes e diminuindo consumos energéticos do edifício. Objetiva ainda que a construção atinja um nível de conforto térmico e de qualidade do ar, reduzindo a utilização de sistemas de refrigeração ou aquecimento artificiais.

O projeto de um edifício sustentável deve prever a redução no consumo de água e uma gestão inteligente deste recurso, através de tecnologias de reúso de água, utilização das águas pluviais e equipamentos de redução de consumo tais como torneiras e chuveiros com temporizadores ou sensores.

Os materiais regionais são priorizados na construção sustentável, pois reduzem o percurso de transporte e emissão de gás carbônico da queima do combustível e priorizam o desenvolvimento do comércio/indústria regional.

Princípios da Arquitetura Sustentável

A atenção as condições climáticas, dos ecossistemas e hidrografia dos arredores dos edifícios construídos, para ter o melhor desempenho com o mínimo impacto. A construção precisa atingir níveis de conforto térmico, para que assim, reduza a necessidade de sistemas artificiais de aquecimento ou ventilação, que cumpra os requisitos de iluminação, salubridade e a ocupação dos edifícios. A efetividade e equilíbrio na utilização das matérias-primas de construção, atribuindo prioridade ao menor consumo de energia em comparação com os de alta energia. A diminuição do consumo de energia, cobrindo-as com fontes de energia renováveis, evitando em cada passo, agressões desnecessárias para o ambiente, reduzindo os resíduos resultantes. Projetos de edifícios sustentáveis devem prever a diminuição no consumo de água e armazenamento inteligente desse recurso, com tecnologias de reutilização da água e equipamentos de redução do consumo, por exemplo, torneiras e chuveiros com sensores ou temporizadores. Algo já muito comum da arquitetura sustentável é o aquecimento solar da água, que seria o uso de energia solar, com as células fotovoltaicas, para aquecimento do banho, etc; é interessante por ser uma fonte de energia abundante e gratuita.

Benefícios da Arquitetura Sustentável

Redução nos resíduos das cidades, pois são separados para que ocorra a reciclagem correta; os matérias regionais são priorizados na construção sustentável, o que prioriza o desenvolvimento do comércio regional, pois o percurso de transporte e emissão de gás carbônico da queima do combustível é reduzido; preservação do meio ambiente; economia financeira a longo prazo; qualidade de vida; valorização imobiliária; desenvolvimento da consciência ambiental; salubridade e bem-estar.

Arquitetura Sustentável  em materiais ecológicos: são aqueles produzidos com o menor impacto ambiental, o que acaba sendo sempre o mais correto. Produtos ecologicamente certos são sempre os mais garantidos e beneficiários, mesmo em longo prazo. Arquitetura sustentável mostra que existe a possibilidade de conviver de uma maneira responsável, eficiente e adequada.

Índice de Sustentabilidade Empresarial

Uma iniciativa pioneira na América Latina, o Índice de Sustentabilidade Empresarial ISE que tem por objetivo criar um ambiente de investimento relacionado com as demandas de desenvolvimento sustentável  e estimular a responsabilidade ética das corporações através de boas práticas empresariais.

Foi criado  pela Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa)  em parceria com entidades profissionais ligadas ao mercado de capitais, Instituto Ethos, Fundação Getúlio Vargas,  e Ministério do Meio Ambiente, o índice oferece aos investidores uma opção de carteira composta por ações de empresas que apresentam reconhecido comprometimento com a sustentabilidade empresarial  e a responsabilidade social corporativa.

Financiada pela International Finance Corporation (IFC),  cuja missão é promover investimentos no setor privado de países em desenvolvimento, com objetivo principal de  e promover a melhoria de qualidade de vida da Sustentabilidade Empresarial e de reduzir a pobreza.

A ideia é que o desenvolvimento econômico do país estaria  relacionado ao bem-estar da sociedade  e da tendência mundial dos investidores buscarem empresas , sustentáveis e socialmente responsáveis e rentáveis para investir.

O que é? O Índice é uma ferramenta comparativa para análise  da performance das empresas  na BOVESPA sob o aspecto da sustentabilidade corporativa, baseada na eficiência econômica, no equilíbrio ambiental, na justiça social e na governança corporativa.

O índice adota o conceito internacional Triple Botton Line (TBL) que avalia, de forma integrada, dimensões econômico-financeiras, sociais e ambientais das empresas, acrescido de critérios e indicadores de governança corporativa.

A metodologia do índice foi desenvolvida pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade (Gvces) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP) com o apoio financeiro do International Finance Corporation (IFC).

Pegada ecológica

Pegada ecológica é tradução do Inglês “ecological footprint” e refere-se, para divulgação ecológica, à quantidade de terra e água  necessária para sustentar a população, tendo em conta todos os recursos materiais e energéticos, gastos por uma população.

A pegada ecológica é hoje usada ao redor do mundo como um indicador de sustentabilidade ambiental. Pode ser usado para avaliar e gerenciar o uso de recursos econômicos. É comumente usado para explorar a sustentabilidade do estilo de vida de indivíduos, produtos e serviços, organizações, setores industriais, vizinhanças, cidades, regiões e nações.

O termo foi primeiramente usado em 1992 por William Rees, ecologista e professor canadense da Universidade de Colúmbia Britânica. Em 1995, Rees com o co-autor Mathis Wackernagel publicaram o livro intitulado “Our Ecological Footprint: Reducing Human Impact on the Earth.”

A pegada ecológica de uma população industrializada é, via de regra , maior do que a de uma população menos desenvolvida.

Para calcular  Pegada ecológica é necessário anadir todas os componentes que podem causar impactos ambientais, como: área de energia fóssil ( área  para a absorção do CO2 que é libertado em excesso )
terra arável ( terra  necessária para suprir as necessidades alimentícias da população pela agricultura) floresta ( área de floresta necessária para fornecer madeira e seus derivados e outros produtos não lenhosos) área urbanização (  área necessária para a construção de edifícios)

Varias organizações não governamentais (ONGs) lançaram programas para cálculo da pegada ecológica

Como diminuir a pegada ecológica. É possível integrar harmonicamente uma vida social, econômica e cultural a um padrão de vida sustentável em todos sentidos. O movimento das ecovilas e das Cidades em Transição constitui um exemplo de como reduzir a pegada ecológica de um individuo, comunidade família ou . Começando pelo tipo de materiais de construção numa casa, redefinição de padrões de consumo, e o simples ato de compartilhar e cooperar com as pessoas ao redor pode diminuir muito o impacto de um individuo.

Na Alemanha, Ecovila Sieben Linden, em casas  feitas de fardos de palha, madeira e barro, o consumo de energia não passa de 5% da média das casas com padrão ecológico. São casas super eficientes, baratas e muito resistentes. A  produção de CO2 nessa ecovila está apenas em 20% da média da Alemanha. Os banheiros secos de compostagem, não precisam de água e os resíduos tratados virão adubo. A comida é basicamente toda produzida no local, também de forma ecológica. Os carros são compartilhados com os membros da comunidade, e o meio de transporte mais usado é a bicicleta. Manter um contato mais próximo com os vizinhos, diminuir a pegada ecológica e os custos financeiro ,se traduz em menos stress e um estilo de vida pleno.

TI verde

Definição (Tecnologia da Informação Verde)

TI Verde , Green IT,ou Tecnologia da info Verde é uma tendência mundial voltada para gestão de impacto dos recursos tecnológicos no ambiente. A preocupação está desde a utilização eficiente de energia, recursos e insumos na produção de tecnologia, uso de matéria prima , substâncias menos tóxicas na fabricação. Abrange recursos tecnológicos que consumem menos energia que não agridam o ambiente na sua utilização ou operação e minimize impactos no seu descarte com reciclagem e reutilização.

Com aumento do consumo de eletrônicos aumentou a preocupação pelos resíduos , sendo no início dos anos 2000 aconteceram os primeiros descartes em quantidade de produtos eletrônicos . Essa preocupação com o impacto dos recursos tecnológicos no meio ambiente gerou o termo TI Verde, Green IT, ou Tecnologia da Informação Verde. A TI Verde agrega,  o cumprimento da legislação ambiental, diagnósticos de impactos ambientais de atividades relacionadas à área da Informação, seguindo  procedimentos e planos de ação com objetivos de eliminação ou minimização  da agressão ao meio ambiente.
Consumo de energia elétrica.

A utilização crescente da Tecnologia da Informação gera necessidade crescente de infraestrutura de computadores no mundo. Para manter dados e fluxo de informações computacionais são necessário grande quantidade de servidores (computadores de grande porte) e parques tecnológicos, que são os datacenters o que implica  no consumo de energia crescente.

Algumas ações contribuem para a redução de energia, como: racionalização e virtualização de servidores, configuração para economia de energia nos computadores e servidores, aquisições de equipamentos com certificados, ajuste do ar-condicionado e do fluxo de ar nos data centers, entre outras.

Os servidores e data centers empresariais são grandes consumidores de energia, enquanto o foco tradicional em termos de consumo de energia são os data centers, é importante ter uma visão global das áreas que podem ser melhoradas.  É possível ir além da capacidade computacional das empresas, pensar nas estações de trabalho individualmente, optando por computadores e monitores que consomem menos energia, como Thin Clients (computadores  sem disco rígido que processam informações  no servidor) que utilizam menos energia que os computadores comuns e ocupam menos espaço. Também vale a pena notar que consumo de energia e refrigeração são e continuarão a ser a primeira preocupação dos administradores dos data centers.

Os fabricantes de equipamentos eletroeletrônicos também podem fazer sua parte desenvolvendo  e dando enfase produtos que utilizam materiais inócuos ao  ambiente e com aproveitamento no descarte e que consumam menos energia.

Logistas responsáveis pela logística de vendas de produtos eletrônicos já estão desenvolvendo formas de captação dos produtos antigos que os clientes substituem, destino correto e organização dos resíduos dos produtos eletrônicos.O papel, cartuchos e baterias, estes devem ser controlados e priorizadas a reciclagem e a reutilização desses materiais assim como conhecer o destinação correta.

Para se adotar a TI Verde,  é necessário uma visão holística sobre o impacto ambiental , sendo dessa forma  possível agir em diversas áreas de uma empresa.A TI Verde pode estar  no departamento de Compras , por exemplo, onde processos pelos quais uma organização compra equipamentos, suprimentos e serviços. Esses processos devem possuir procedimentos internos que levem em conta o impacto ambiental de qualquer tipo de aquisição realizada pela empresa.

O ambiente de trabalho é repleto de dispositivos eletrônicos,  computadores, desktops e laptops, impressoras e dispositivos móveis. A TI Verde  gera percepção do uso consciente desses equipamentos, proporcionando que sua utilização de modo eficiente e consuma menos energia.

Empresas Verdes

Existe uma percepção que os clientes e profissionais  estão optando por dar preferência em trabalhar em empresas que se preocupam com o meio ambiente. Segundo pesquisa uma empresa prestadora de serviços na área de tecnologia, 80% dos formandos entrevistados  estavam interessados em trabalhar para companhias que tivessem um impacto ambiental positivo enquanto 92% optariam por trabalhar em empresas mais “verdes” (AROS, 2008).

Com  o amadurecimento do conceito de TI Verde, surgem melhores práticas com foco na forma como a TI , incluindo localidades, processos e estruturas. Exemplos podem ser: Transações entre empresas  feitas eletronicamente, como faturamento e pagamento, não utilizando de nenhum documento impresso ou deslocamento entre as partes envolvidas. Facilidades pela Intranet, reduzindo o uso de impressões, que aumenta eficiência organizacional dos processos burocráticos, com maior controle e organização de informações. Facilidades via Web, reduzindo deslocamentos dos clientes, como lojas virtuais, atendimento por telefone e vídeo conferência. Melhor logística – reduzir o nível de empacotamento e organizar as entregas em lotes e não em ordens individuais, sempre que possível. Utilização de softwares de gestão centralizados, com banco de dados único e informações acessíveis a todos com facilidade, velocidade e segurança.

O conceito de TI Verde cresce  na sociedade de forma inconsciente, já que a preocupação ambiental é assunto recorrente no dia-a-dia de todos. O que falta, de fato, é a conscientização do usuário doméstico de que a TI Verde também pode ser praticada em sua casa com pequenas mudanças de comportamento e ações voltadas à redução da emissão de CO2. Para tal, é necessário fazer uso da reutilização e reciclagem de equipamentos, investimentos (quando necessários) em suprimentos com “selo verde” e evitar a subutilização de sistemas, otimizando o uso de quaisquer produtos sejam eles eletrônicos ou não.sigla “TI” é um acrônimo de Tecnologia da Informação, que pode ser definida como o conjunto de todas as atividades e soluções providas por recursos de computação. A TI ganhou importância quando as empresas modernas perceberam que as informações que detém fazem parte de seu patrimônio e que o modo como uma implementação informacional é efetuada em sua estrutura pode moldar toda a empresa.

Área da tecnologia da informação liga sustentabilidade a utilização dos recursos computacionais com objetivo de reduzir o consumo de eletricidade, matéria-prima e a emissão do Dióxido de Carbono , bem como, o tratamento e encaminhamento do lixo eletrônico visando reduzir ao máximo os impactos gerados no meio ambiente. Com a crescente expansão da Tecnologia de Informação Verde, as empresas de pequeno e médio porte passaram a adotar tais medidas na busca pela sustentabilidade com ganhos econômicos e ambientais, antes seguidas somente por grandes empresas e corporações. Segundo pesquisas realizadas pela IBM, 66% das empresas de médio porte do país já acompanham os seus consumos de energia e 70% delas planejam ou já realizam atividades para reduzir o impacto ambiental. (fonte: ARIMA, 2009).

Segundo os estudos formulados pelo Sebrae em 2000, a TI quando bem utilizada, traz vantagens às pequenas empresas que, com a sua adoção, diminuem custos, aumentam sua produtividade e melhoram a qualidade de seus serviços.

Assim como outras atividades , a TI provoca impactos no ambiente  pela demanda de energia elétrica e pelos materiais utilizados na fabricação do hardware. Neste contexto, existem empresas que adotam as ações de TI Verde e outras que oferecem as soluções.

Assim, os conceitos de sustentabilidade e desenvolvimento econômico são recorrentes e se inserem em todos os segmentos da sociedade. Com a participação ou ativa ou como expectador das mudanças, todos participam direta ou indiretamente das ações que podem ser nomeadas como TI Verde.

Neste sentido, o mundo corporativo começa a adotar e, principalmente, criar ações para atender as necessidades de um negócio sustentável. Um exemplo é o Índice de Sustentabilidade Empresarial, criado como uma ferramenta de análise comparativa de empresas sob o aspecto da sustentabilidade corporativa com base na eficiência econômica, equilíbrio ambiental, justiça social e governança corporativa (fonte: BM & FBOVESPA, 2005) que impulsionam a adoção das ações propostas como TI Verde. As empresas com os melhores índices, possuem vantagens econômicas como facilidade de créditos e uma melhor imagem frente à sociedade, impulsionando as ações de marketing.

Paralelamente ao desenvolvimento, a sustentabilidade ganha destaque a partir da década de 1980 com o Relatório de Brundtland (fonte: ONU, 1987), pois o rápido crescimento populacional acabou gerando uma grande dependência humana de energia fóssil, o que agride o meio ambiente de tal forma que os danos causados por ações antrópicas ao longo dos anos são praticamente irremediáveis na atualidade.

A Symantec Corp® revela que a TI Verde agora é essencial e faz parte do planejamento das empresas, segundo os próprios executivos de TI. Os dados revelam que 45% dos executivos entrevistados mostram que existem iniciativas em termos de TI Verde implementadas, principalmente para a redução do consumo energético e custos de resfriamento de equipamentos. (fonte: CUPERTINO, 2009).

A importância  faz com que a TI Verde ganhe cada vez mais espaço e destaque para a comunidade técnica que, através de pesquisa e desenvolvimento, atuarão diretamente na inovação tecnológica que auxilia o desenvolvimento sustentável.

Sustentabilidade ambiental

O plano Metas de desenvolvimento do Milênio elaborado pelas Nações Unidas procura no seu sétimo ponto garantir ou melhorar a sustentabilidade ambiental em quatro objetivos principais:
Reduzir de forma significativa a perda da biodiversidade.

Reverter a perda de recursos ambientais pela integração dos princípios do desenvolvimento sustentável nos programas e politicas nacionais.
Reduzir a proporção de população sem acesso a água potável e saneamento básico pela metade.

Obter uma melhoria significativa até 2020 em pelo menos cem milhões de pessoas a viver abaixo do limiar de pobreza.

A Arquitetura da Cidade

A necessidade do homem de criar o ambiente  para viver melhor levou-nos a criação da cidade e consecutivamente, da arquitetura. A cidade e sua formação tem sido um dos temas mais estudados e pesquisados no meio arquitetônico há séculos.

A arquitetura por sua natureza coletiva é como uma criação inseparável da vida civil e da sociedade em que se manifesta. Os primeiros homens construíram habitações e na construção tendiam a realizar um ambiente melhor à sua vida, a construir um clima artificial, também construíram de acordo com intenção estética. Iniciaram a arquitetura com os primeiros esboços das cidades; a arquitetura é, assim, inseparável da formação da civilização .

Segundo Rossi a criação de um ambiente mais propício à vida e intencionalidade estética são características estáveis da arquitetura  que procura ordenar e dispor os principais problemas urbanos tratando de diversos métodos para enfrentar o problema técnico da cidade.
Seu  livro é dividido em quatro partes: primeiro  sobre descrição e classificação, portanto problemas tipológicos; na segunda, da estrutura da cidade por partes; na terceira, da arquitetura da cidade e do “locus” em que ela insiste, portanto da história urbana; na quarta, enfim, faz alusão às principais questões da dinâmica urbana e ao problema da política como escolha.  Estes problemas são percorridos pela questão da imagem urbana, da sua arquitetura; essa imagem abrange o valor de todo o território vivido e construído pelo homem.

“A cidade é a memória coletiva dos povos; e como a memória esta ligada a fatos e a lugares, a cidade é o “locus” da memória coletiva.”

A forma da cidade é sempre a forma de um tempo da cidade, e existem muitos tempos na forma da cidade. A forma dos lotes de uma cidade, sua evolução , sua formação, representa a  história da propriedade urbana e a história das classes profundamente ligadas à cidade. No próprio decorrer da vida de uma pessoa , a cidade muda de fisionomia , as referências não são as mesmas. A cidade não é por sua natureza, uma criação que pode ser reduzida a uma só ideia básica: seus processos de conformação são diferentes.. Conceber a fundação da cidade por elementos primários é a única lei racional possível segundo o autor, isto é, a única extração de um princípio lógico na cidade para continuá-la. A cidade é constituída por partes; cada uma dessas partes é caracterizada; ela tem elementos primários em torno dos quais se agregam edifícios.

Aldo Ross, tratando da arquitetura da cidade, refere-se ao “locus” como sendo o princípio  dos atos urbanos; o “locus”, a arquitetura, as permanências e a história serviram para tentar esclarecer a complexidade dos atos urbanos. Enfim, a memória coletiva se torna a própria transformação do espaço, a cargo da coletividade. É provável que esse valor da história, como memória coletiva, entendida como relação da coletividade com o lugar e com a ideia dele, permita ou ajude a compreender o significado da estrutura urbana, da sua individualidade, da arquitetura da cidade, que é a forma dessa individualidade. E essa conformação permanece em seus fatos únicos, em seus monumentos, na ideia que temos deles. Isso explica também por que, na antiguidade se colocava o mito como fundamento da cidade. Assim a união entre o passado e o futuro está na própria ideia da cidade, que a percorre tal como a memória percorre a vida de uma pessoa e que, para concretizar-se, deve conformar a realidade, mas também conformar-se nela.

Conforto térmico

O conforto térmico é  uma condição mental que expressa satisfação com o ambiente térmico a volta das pessoas. Ter conforto térmico significa usar uma quantidade normal de roupas não sentindo nem frio nem calor. Com a evolução da renda das pessoas a demanda por conforto térmico e energia é crescente. O conforto térmico está relacionado com produtividade industrial e intelectual sendo que o peso constitui a maior parte da conta de energia nos prédios. O conforto térmico está intimamente conectado com a eficiência energética e integrante de sistemas de certificação da construção.

Conforto ambiental

O conforto ambiental visa adequar os princípios físicos as necessidades de caráter ambiental em um projeto arquitetônico. Leva em conta questões hidrotérmicas, visuais, acústicas e qualidade do ar interno e externo. O conforto ambiental e eficiência energética devem ser parâmetros de projeto arquitetônico, enfocando o desenvolvimento bioclimático sustentável. O conhecimento das condições ambientais e visita ao local do projeto são fundamentais para se ter uma noção correta da percepção dos ventos, percurso do sol, ruídos acústicos e vegetação. Com a tecnologia de simulações computadorizadas a partir dos dados obtidos no local, temos como ter uma visão bem próxima da realidade e podemos fazer os ajustes devidos antes que a obra seja executada. A preocupação do arquiteto na fase inicial do projeto interagindo com o cliente é uma peça-chave nesse conceito de Conforto Ambiental, pois é dele que deve partir a exigência necessária na hora da execução do projeto. Entretanto, em vários casos, é o cliente que induz o arquiteto a executar a obra de forma inadequada, fugindo do padrão ideal da arquitetura. “Muitos clientes utilizam referencias de projetos e soluções de regiões climáticas diferentes e incompatíveis com o local de execução. A arquitetura bioclimática tira partido das condições naturais para minorar os impactos ambientais e melhorar o conforto. A ecotelhado empresa de soluções de infraestrutura verde desenvolveu diversos sistemas que integram o paisagismo a construção retendo agua da chuva e fazendo reuso de água servida.

Design ecológico

Ecodesign ou desenho ecológico é a designação para uma crescente tendência nos campos da arquitetura, engenharia e design em que o objetivo principal é desenvolver produtos, sistemas e serviços que reduzam o impacto ambiental pela reengenharia sendo assim amigáveis para o meio ambiente.Hoje que grande parte dos problemas ambientais são causados por uma engenharia, design, manufatura tradicional que sempre desconsiderou qualquer posterior impacto ambiental na hora de projetar, manufaturar, transportar e vender bens e serviços.Victor Papanek nos anos 1970 criador do conceito do design ecológico foi um homem a frente do seu tempo mesmo criticado pelos colegas,que acreditavam que esta preocupação pela relação do design com o entorno artificial e natural era exagerado. Autor do livro “Design for the real world”, onde já expressava essa preocupação com a relação homem-natureza e o papel do design em essa relação como produtor de artefatos. Outra pioneiro é o designer e engenheiro Buckminster Fuller, também um visionário na relação homem-natureza.O ecodesign é a aplicação de requisitos ambientais de projeto desde sua concepção, trocando a matéria-prima, materiais, tecnologia, processos, manufatura por outros menos nocivos ao meio ambiente.Lembrando que o design ecológico além de ter um papel tecnológico, de otimização, também tem um papel educativo, conscientizando o consumidor sobre o seu impacto negativo no ambiente, e da possibilidade de minimizar esse impacto negativo pelo consumo de produtos, sistemas, serviços ecológicos.

O ecodesign é, acima de tudo, o reconhecimento de que devemos aproximar-nos novamente da Natureza e aprender ou reaprender dela os seus processos naturais e aplicá-los quando possível ao mundo material e artificial.

O ecodesign pode ser classificado como uma etapa anterior ao design sustentável,conceito usado erronêamente, já que a ideia de uma sociedade sustentável em todos os seus âmbitos implica uma mudança de todos os sistemas de produção, manufatura, consumo e pós-consumo.

Alguns princípios abaixo do eco design são plenamente cumpridos desde o momento em que o designer e engenheiro concebem um novo projeto. O design ecológico também permite exploração de novos conceitos de produtos, sistemas, serviços já que a tendência é a miniaturização da tecnologia, e o uso cada vez mais de materiais derivados da natureza.

A mudança de paradigma deve ocorrer em um novo sistema de pensamento, de inovação pois não podemos entender um novo sistema civilizacional, usando parâmetros, ferramentas de um modelo que causou a presente crise global ambiental e financeira.

Princípios do Ecodesign

Escolha de materiais de baixo impacto ambiental: , não-tóxicos,menos poluentes ,de produção sustentável ou reciclados.  Qualidade e durabilidade: produzir produtos que durem mais tempo e funcionem melhor a fim de gerar menos descarte; Eficiência energética: utilizar processos de fabricação com menos energia.  Modularidade: criar objetos cujas peças possam ser substituídas em caso de falha, pois assim gera menos lixo.  Reutilização/Reaproveitamento: Propor objetos feitos a partir da reutilização ou reaproveitamento de outros objetos; projetar criando ciclos fechados sustentáveis.

Arquitetura sustentável

A arquitetura sustentável, arquitetura verde ou eco-arquitetura é uma forma de conceber o projeto arquitetônico de maneira sustentável, visando otimizar recursos naturais e sistemas de edificação e de minimizar o impacto ambiental dos edifícios sobre o meio ambiente e seus habitantes. Os princípios da arquitetura sustentável incluem:

Considerar no projeto as condições climáticas, a hidrografia e os ecossistemas do entorno do edifício projetado, para obter o máximo desempenho com o menor impacto.

A eficácia e economia no uso de materiais de construção, dando prioridade ao baixo consumo de energia.

A redução do consumo de energia para aquecimento, refrigeração, iluminação e outros equipamentos, cobrindo o resto da demanda com fontes de energia renováveis.

A minimização do balanço global de energia do edifício, que abrange a concepção, construção, utilização e seu fim.  O cumprimento com os requisitos de conforto higrotérmico, salubridade, iluminação e ocupação dos edifícios.

A Ecotelhado é uma empresa que trabalha desenvolvendo produtos para a arquitetura sustentável capazes de melhorar o conforto térmico utilizando a evaporanspiração das plantas para o arrefecimento . utiliza tecnologia verde que ameniza o impacto ambiental dos edifícios diminuindo a demanda de energia. Agindo em conjunto com arquiteto e cliente possibilita uma economia muito substancial de recursos.
Ambiente

Ambiente ou Meio ambiente tem seu significado na biologia, incluindo tudo o que afeta diretamente o metabolismo ou o comportamento de um ser vivo ou de uma espécie, incluindo a luz, o ar, a água, o solo ou os outros seres vivos que com ele coabitam. O termo tem sido utilizado muito na arquitetura sustentável, construção sustentável, design ecológico, para alusão ao impacto causado pela crescente urbanização e modificação do espaço urbano. A agressão ao meio impacta diretamente na vida e saúde das pessoas reagindo a estas intervenções.

Sustentabilidade

A sustentabilidade é considerar a possibilidade da Terra a continuar suportando a vida humana.Sustentabilidade também pode ser definida como a capacidade do ser humano interagir com o mundo, preservando o meio ambiente para não comprometer os recursos naturais das gerações futuras.O Conceito de Sustentabilidade é complexo, pois atende a um conjunto de variáveis interdependentes, mas podemos dizer que deve ter a capacidade de integrar as Questões Sociais, Energéticas, Econômicas e Ambientais.Sustentabilidade é um conceito que tornou-se um princípio, segundo o qual o uso dos recursos naturais para a satisfação de necessidades presentes não pode comprometer a satisfação das necessidades das gerações futuras, e que precisou do vínculo da sustentabilidade no longo prazo, um “longo prazo” de termo indefinido.Com a finalidade de preservar o meio ambiente para não comprometer os recursos naturais das gerações futuras, foram criados dois programas nacionais: o Procel (eletricidade) e o Conpet.

Pilares da sustentabilidade

• Questão Social: É preciso respeitar o ser humano, para que este possa respeitar a natureza. E do ponto de vista humano, ele próprio é a parte mais importante do meio ambiente.

• Questão Energética: Sem energia a economia não se desenvolve. E se a economia não se desenvolve, as condições de vida das populações se deterioram.

• Questão Ambiental: Com o meio ambiente degradado, o ser humano abrevia o seu tempo de vida; a economia não se desenvolve; o futuro fica insustentável.

O princípio da sustentabilidade aplica-se a um único empreendimento, desde uma pequena comunidade até o planeta inteiro. Para que um empreendimento humano seja considerado sustentável, é preciso que seja:

Ecologicamente correto

Economicamente viável

Socialmente justo

Culturalmente diverso

Diagrama definindo a interação de três pilares de sustentabilidade.

O termo “sustentável” provém do latim sustentare (sustentar). Segundo o Relatório de Brundtland , o uso sustentável dos recursos naturais deve “suprir as necessidades da geração presente sem afetar a capacidade das gerações futuras de suprir as suas”.

O conceito de sustentabilidade começou a ser delineado na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano (United Nations Conference on the Human Environment – UNCHE), realizada na suécia, na cidade de Estocolmo de 5 a 16 de junho de 1972, a primeira conferência das Nações Unidas sobre o meio ambiente e a primeira grande reunião internacional para discutir as atividades humanas em relação ao meio ambiente. A Conferência de Estocolmo lançou as bases das ações ambientais em nível internacional,3 chamando a atenção internacional especialmente para questões relacionadas com a degradação ambiental e a poluição que não se limita às fronteiras políticas, mas afeta países, regiões e povos, localizados muito além do seu ponto de origem. A Declaração de Estocolmo, que se traduziu em um Plano de Ação,4 define princípios de preservação e melhoria do ambiente natural, destacando a necessidade de apoio financeiro e assistência técnica a comunidades e países mais pobres. Embora a expressão “desenvolvimento sustentável” ainda não fosse usada, a declaração, no seu item 5, já abordava a necessidade imper “defender e melhorar o ambiente humano para as atuais e futuras gerações” – um objetivo a ser alcançado juntamente com a paz e o desenvolvimento econômico e social.

A ECO-92 – oficialmente, Conferência sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento -, realizada em 1992, no Rio de Janeiro, consolidou o conceito de desenvolvimento sustentável. A mais importante conquista da Conferência foi colocar esses dois termos, meio ambiente e desenvolvimento, juntos – concretizando a possibilidade apenas esboçada na Conferência de Estocolmo, em 1972, e consagrando o uso do conceito de desenvolvimento sustentável, defendido, em 1987, pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Comissão Brundtland). O conceito de desenvolvimento sustentável – entendido como o desenvolvimento que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade das futuras gerações de atenderem às suas próprias necessidades – foi concebido de modo a conciliar as reivindicações dos defensores do desenvolvimento econômico como as preocupações de setores interessados na conservação dos ecossistemas e da biodiversidade.5 6 Outra importante conquista da Conferência foi a Agenda 21, um amplo e abrangente programa de ação, visando a sustentabilidade global no século XXI.

Em 2002, a Cimeira (ou Cúpula) da Terra sobre Desenvolvimento Sustentável de Joanesburgo reafirmou os compromissos da Agenda 21, propondo a maior integração das três dimensões do desenvolvimento sustentável (econômica, social e ambiental) através de programas e políticas centrados nas questões sociais e, particularmente, nos sistemas de proteção social.

Conceitos correlatos

Aerogeradores aproveitam o vento para gerarem energia.

Biocombustível, um tipo de recurso natural renovável.

“Sustentável” significa apto ou passível de sustentação, já “sustentado” é aquilo que já tem garantida a sustentação. É defendido que “sustentado” já carrega em si um prazo de validade, no sentido de que não se imagina o que quer que seja, no domínio do universo físico, que apresente sustentação perpétua (ad aeternu), de modo que, no rigor, “sustentado” deve ser acompanhado sempre do prazo ao qual se refere, sob risco de imprecisão ou falsidade, acidental ou intencional. Tal rigor é especialmente importante nos casos das políticas ambientais ou sociais, sujeitos a vieses de interesses divergentes.

Crescimento sustentado refere-se a um ciclo de crescimento econômico constante e duradouro, porque assentado em bases consideradas estáveis e seguras. Dito de outra maneira, é uma situação em que a produção cresce, em termos reais, isto é, descontada a inflação, por um período relativamente longo.

Gestão sustentável é a capacidade para dirigir o curso de uma empresa, comunidade ou país, através de processos que valorizam e recuperam todas as formas de capital, humano, natural e financeiro.

A sustentabilidade comunitária é uma aplicação do conceito de sustentabilidade no nível comunitário. Diz respeito aos conhecimentos, técnicas e recursos que uma comunidade utiliza para manter sua existência tanto no presente quanto no futuro. Este é um conceito chave para as ecovilas ou comunidades intencionais. Diversas estratégias podem ser usadas pelas comunidades para manter ou ampliar seu grau de sustentabilidade, o qual pode ser avaliado através da ASC (Avaliação de Sustentabilidade Comunitária) .

Sustentabilidade como parte da estratégia das organizações. O conceito de sustentabilidade está intimamente relacionado com o da responsabilidade social das organizações. Além disso, a ideia de “sustentabilidade” adquire contornos de vantagem competitiva. Isto permitiu a expansão de alguns mercados, nomeadamente o da energia, com o surgimento das energias renováveis. Segundo Michael Porter, “normalmente as companhias têm uma estratégia econômica e um estratégia de responsabilidade social, e o que elas devem ter é uma estratégia só”. Uma consciência sustentável, por parte das organizações, pode significar uma vantagem competitiva, se for encarada integrar uma estratégia única da organização, tal como defende Porter, e não como algo que concorre, à parte, com “a” estratégia da organização, apenas como parte da política de imagem ou de comunicação. A ideia da sustentabilidade, como estratégia de aquisição de vantagem competitiva, por parte das empresas, é refletida, de uma forma expressamente declarada, na elaboração do que as empresas classificam como “Relatório de Sustentabilidade”.

Investimento socialmente responsável. Investir de uma forma ética e sustentável é a base do chamado ISR (ou SRI, do inglês Socially responsible investing). Em 2005, o Secretário Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, em articulação com a Iniciativa Financeira do PNUMA (PNUMA-FI ou, em inglês, UNEP-FI)10 e o Pacto Global das Nações Unidas (UN Global Compact), convidou um grupo de vinte grandes investidores institucionais de doze países para elaborar os Princípios do Investimento Responsável. O trabalho contou também com o apoio de um grupo de 70 especialistas do setor financeiro, de organizações multilaterais e governamentais, da sociedade civil e da academia. Os princípios da PNUMA-FI foram lançados na Bolsa de Nova York, em abril de 2006. Atualmente a PNUMA-FI trabalha com cerca de 200 instituições financeiras, signatárias desses princípios, e com um grande número de organizações parceiras, visando desenvolver e promover as conexões entre sustentabilidade e desempenho financeiro. Através de redes peer-to-peer, pesquisa e treinamento, a PNUMA-FI procura identificar e promover a adoção das melhores práticas ambientais e de sustentabilidade em todos os níveis, nas operações das instituições financeiras.

Diluição do conceito Sustentabilidade

O uso do termo “sustentabilidade” difundiu-se rapidamente, incorporando-se ao vocabulário politicamente correto das empresas, dos meios de comunicação de massa, das organizações da sociedade civil, a ponto de se tornar quase uma unanimidade global. Por outro lado, a abordagem do combate às causas da insustentabilidade parece não avançar no mesmo ritmo, ainda que possa estimular a produção de previsões mais ou menos catastróficas acerca do futuro e aquecer os debates sobre propostas de soluções eventualmente conflitantes. De todo modo, assim como acontecia antes de 1987, o desenvolvimento dos países continua a ter como principal indicador, o crescimento econômico, traduzido como crescimento da produção ou, se olhado pelo avesso, como crescimento (preponderantemente não sustentável) da exploração de recursos naturais. As políticas públicas, bem como a ação efetiva dos governos, ainda se norteia basicamente pela crença na possibilidade do crescimento econômico perpétuo e essa crença predomina largamente sobre a tese oposta, o decrescimento econômico, cujas bases foram lançadas no início dos anos 1970, por Nicholas Georgescu-Roegen.12 Segundo Amartya Sen, Prêmio Nobel de Economia 1998: “Não houve mudança significativa no entendimento dos determinantes do progresso, da prosperidade ou do desenvolvimento. Continuam a ser vistos como resultado direto do desempenho econômico.

Bioconstrução

Bioconstrução é o termo utilizado para se referir a construções onde a preocupação ecológica está presente desde sua concepção até sua ocupação. Já na concepção, as bioconstruções valem-se de materiais que não agridam o ambiente de entorno, pelo contrário: se possível, reciclam materiais locais, aproveitando resíduos e minimizando o uso de matéria-prima do ambiente. Todo projeto foca no máximo aproveitamento dos recursos disponíveis com o mínimo de impacto.A bioconstrução inclui técnicas especiais que agregam plantas como o Ecotelhado e a Ecoparede ou Jardim Vertical como forma de incorporar a natureza criando espaço para a biodiversidade e gerar conforto térmico e área de lazer.O tratamento e reaproveitamento de resíduos como sistemas de wetland para reciclagem de efluentes , coleta de águas pluviais, uso de fontes de energia renováveis , aproveitamento máximo da iluminação natural em detrimento da artificial, são exemplos de preocupações na concepção desses projetos. A residência nas bio construções também segue a filosofia de responsabilidade ambiental dos seus ocupantes.

Sustentabilidade ambiental

A sustentabilidade ambiental tem sido levada em consideração em pesquisas relacionadas a sustentabilidade e também em pesquisas relacionadas a arquitetura sustentável na wikipedia gerando PDF sobre pesquisas de materiais sustentáveis como desenvolvimento do tema.

Sustentabilidade econômica

A sustentabilidade econômica é um dos pilares que devem ser levados em conta quando se planeja. Juntamente com o aspecto social e ambiental , formam o tripé da sustentabilidade.

Sustentabilidade empresarial

A Ecotelhado vem fornecendo consultoria em sustentabilidade empresarial no que diz respeito a eficiência energética das edificações com soluções ambientais que integram diversos aspectos da construção.

Sustentabilidade nas empresas

A sustentabilidade nas empresas passou a ser fundamental para o planejamento envolvendo projeções futuras.

Sustentabilidade redação

Sustentabilidade é um termo que passou a fazer parte da redação das notícias envolvendo a construção civil .

Sustentabilidade social

O fator social é dos pilares da sustentabilidade e tem cada vez mais atenção por parte de projetos alinhados com a responsabilidade corporativa.Ambiente – Produtos ecotelhado propiciam um ambiente mais verde na edificação de arquitetura sustentável – Ecotelhado disponibiliza Consultoria sobre utilização de produtos para otimizar projetos de Arquitetura Sustentável. Através da simulação computadorizada podemos conhecer com antecedência detalhes sobre conforto térmico de uma construção antes que se torne realidade. Diferentes tecnologias verdes podem ser aplicadas obtendo eficiência térmica e ambientes saudáveis.

arquitetura sustentável artigo – Os artigos fabricados por Ecotelhado propõe soluções verdes para problemas urbanos. arquitetura sustentável cursos – Nos centros do pais, São Paulo e Rio de Janeiro existem muitos cursos disponíveis para atualização. arquitetura sustentavel exemplos – Telhados Verdes, Jardim Vertical, SIstema Integrado Ecoesgoto, e tantos outros produtos da Ecotelhado são exemplos de como como se pode obter uma arquitetura sustentável com minimas intervenções. arquitetura sustentavel livro – Com todos os produtos e suas aplicações podemos escrever um livro sobre Arquitetura Sustentável. arquitetura sustentavel materiais – A Ecotelhado desenvolve e aprimora materiais para a arquitetura sustentável no Brasil a mais de oito anos tendo participado de diversos projetos importantes com suas soluções. arquitetura sustentavel meio ambiente-A arquitetura sustentável tem melhorado a condição do meio ambiente onde seus princípios são levados em conta como construções certificadas. arquitetura sustentavel pdf. arquitetura sustentavel projetos, arquitetura sustentavel wikipedia, conceito arquitetura sustentavel, cursos sustentabilidade. desenvolvimento sustentavel, desenvolvimento sustentavel exemplos, desenvolvimento sustentavel meio ambiente, desenvolvimento sustentavel wikipedia, economia sustentavel wikipedia, energia sustentavel wikipedia, exemplos de desenvolvimento sustentavel na amazonia, materias arquitetura sustentavel, Pesquisas relacionadas a arquitetura sustentavel, Pesquisas relacionadas a arquitetura sustentavel cursos, Pesquisas relacionadas a arquitetura sustentavel exemplos, Pesquisas relacionadas a arquitetura sustentavel livro, Pesquisas relacionadas a arquitetura sustentavel materiais, Pesquisas relacionadas a arquitetura sustentavel pdf, Pesquisas relacionadas a arquitetura sustentavel wikipedia, Pesquisas relacionadas a sustentabilidade, pesquisas relacionadas a sustentabilidade são essenciais na fase que nos encontramos em relação a projetos arquitetônicos com foco ambiental.

Reuso de água perguntas e respostas:

1-O que é água de reuso?

E o reaproveitamento da água de chuva ou água cinza ou até mesmo água negra para fins nãopotáveis após tratamento. A utilização da água de reuso permite economizar a água potável que de outra forma seria utilizada.

2-Porque fazer reuso de água em telhados verdes?

Os telhados verdes têm alto consumo de água o que pode ser limitante em certas regiões do Brasil sujeitas a racionamento ocasional. Nestas condições o ideal é reusar a água cinza ou até mesmo água negra tratada para a irrigação das plantas. O sistema integrado Ecoesgoto se utiliza do próprio telhado verde para o tratamento desta água por zona de raízes o que

também já é a própria irrigação.

3- Qual a vantagem de fazer reaproveitamento de água da chuva?

A vantagem é o menor custo e maior qualidade da água para fins de irrigação de plantas. O aproveitamento de água da chuva é interessante quando temos uma boa distribuição pluviometria o que não ocorre em muitas regiões climáticas do Brasil onde a distribuição é irregular ao longo do ano.

4- Como posso armazenar a água da chuva e água de reuso?

A cisterna de água da chuva é o componente mais caro do sistema e também o que ocupa espaço. Baseado nisto a Ecotelhado desenvolveu o sistema laje-cisterna que armazena a água em uma lamina em cima da própria construção e utilizando a gravidade ao seu favor para posterior reutilização. O sistema utiliza um piso elevado para isolar a água do exterior do prédio evitando proliferação de mosquitos.

Desenvolvimento sustentável é um conceito sistêmico que se traduz num modelo de desenvolvimento global, que incorpora os aspectos de um sistema de consumo em massa no qual a preocupação com a natureza, via de extração de matéria prima, é mínima. A definição mais usada para o desenvolvimento sustentável, é que procura satisfazer as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade das futuras, de satisfazerem as suas próprias necessidades, significa possibilitar que as pessoas, agora e no futuro, atinjam um nível satisfatório de desenvolvimento social e econômico e de realização humana e cultural, fazendo, ao mesmo tempo, um uso razoável dos recursos da terra e preservando as espécies e os habitats naturais.

O campo do desenvolvimento sustentável pode ser dividido em três componentes: a sustentabilidade ambiental, sustentabilidade econômica e sustentabilidade sociopolítica. Ao longo das ultimas décadas, vários têm sido os acontecimentos que marcam a evolução do conceito de desenvolvimento sustentável, de acordo com os progressos tecnológicos, assim como do aumento da conscientização das populações para o mesmo. Temos como exemplo a criação do Clube de Roma, em 1968, que reuniu pessoas em cargos de relativa importância em seus respectivos países e visa promover um crescimento econômico estável e sustentável da humanidade.

O Clube de Roma tem entre seus membros principais cientistas, inclusive alguns comprêmios Nobel, economistas, políticos, chefes de estado e até mesmo associações internacionais. Eles publicaram o relatório Os limites do crescimento, este relatório apresenta os resultados da simulação em computador, da evolução da população humana com base na exploração dos recursos naturais, com projeções para 2100. Mostra que, devido à persecução do crescimento econômico durante o século XXI é de prever uma redução drástica da população devido à poluição, a perda de terras aráveis e da escassez de recursos energéticos.

A partir daí se desencadeia diversos acontecimentos ligados a demonstrar o interesse com as questões ambientais globais, como por exemplo:– 16 de Junho de 1972 – Inicia-se a Conferência sobre o Ambiente Humano das Nações Unidas (Estocolmo), é a primeira “Cimeira da Terra”. – 1979 – O filósofo Hans Jonas exprime a sua preocupação no livro Princípio responsabilidade.

– 1980 – surge pela primeira vez o conceito de “desenvolvimento sustentável”, a União Internacional para a Conservação da Natureza publicou um relatório intitulado “A Estratégia Global para a conservação”.

– 1987 – Foi, pela primeira vez, formalizado o conceito de desenvolvimento sustentável, que foi preparado pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento.

– De 3 a 14 de Junho de 1992 – Realizou-se a Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente e Desenvolvimento (segunda “Cimeira da Terra”), onde nasce a Agenda 21, e são aprovadas a Convenção sobre Alterações Climáticas, Convenção sobre Diversidade Biológica (Declaração do Rio), bem como a Declaração de Princípios sobre Florestas.

– 1994 – Acontece o quinto Programa Ação Ambiente da União Européia, rumo a um desenvolvimento sustentável.

– 27 de maio de 1994 – Primeira Conferência sobre Cidades Européias Sustentáveis. Aalborg (Dinamarca), de onde surgiu a Carta de Aalborg que representa um compromisso político.

– 8 de Outubro de 1996 – Segunda Conferência sobre Cidades Européias Sustentáveis. Plano de Ação de Lisboa da carta à ação.

– 1997 – 3 ª Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas, onde se estabelece o Protocolo de Quioto, em Quioto.

– 8 de Setembro de 2000 – Após os três dias da Cimeira do Milênio de líderes mundiais na sede das Nações Unidas, a Assembléia Geral aprovou a Declaração do Milênio.

– 2000 – Terceira Conferência Européia sobre Cidades Sustentáveis.

– De 26 a 4 de Setembro de 2002 – Conferência Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio + 10), em Joanesburgo, onde se reafirmou o desenvolvimento sustentável como o elemento central da agenda internacional, e deu-se um novo impulso à ação mundial para combater a pobreza assim como a proteção do ambiente.

– Fevereiro de 2004 – A sétima reunião ministerial da Conferência sobre Diversidade Biológica foi celebrado com a Declaração Kuala Lumpur, que gerou descontentamento entre os países pobres e não satisfez plenamente as nações ricas.

– 2004 – Conferência Aalborg +10, a inspiração para o futuro. Apelo a todos os governos locais e regionais da Europa para participar na assinatura do compromisso de Aalborg e fazerem parte da Campanha Européia das Cidades Sustentáveis e Cidades.

– 11 de Janeiro de 2006 – Comunicação da Comissão Européia ao Parlamento Europeu sobre a Estratégia temática do ambiente urbano. Com o objetivo de contribuir para uma melhor qualidade de vida através de uma abordagem integrada e centrada nas zonas urbanas e para tornar possível um elevado nível de qualidade de vida e bem-estar social para os cidadãos, proporcionando um ambiente em que níveis da poluição não têm efeitos adversos sobre a saúde humana e o ambiente assim como promover o desenvolvimento urbano sustentável, foi criado uma das sete estratégias do Sexto Programa de Ação Ambiental para o

Ambiente da União Européia

– 2007 – Carta de Leipzig sobre as cidades européias sustentáveis.

– 2007 – Cimeira de Bali, com o intuito de criar um sucessor do Protocolo de Quioto, com metas mais ambiciosas e mais exigente no que diz respeito às alterações climáticas.

– Julho de 2009 – Declaração de Gaia, que implanta o Condomínio da Terra no I Fórum Internacional do Condomínio da Terra. O conceito de desenvolvimento sustentável abrange várias áreas, registrando num

ponto de equilíbrio entre o crescimento econômico, igualdade social e a proteção do ambiente. A Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural adiciona um novo enfoque na questão social, ao afirmar que “… a diversidade cultural é tão necessária para a humanidade como a biodiversidade é para a natureza”, “torna as raízes do desenvolvimento entendido não só em termos de crescimento econômico, mas também como um meio para alcançar um mais satisfatório intelectual, emocional, moral e espiritual”. Nessa visão, a diversidade cultural é a quarta área política do desenvolvimento sustentável.

A Divisão da ONU para o desenvolvimento sustentável enumera as seguintes áreas como incluídas no âmbito do desenvolvimento sustentável: O conceito permanece mal definido e contém uma grande quantidade de debates a respeito de sua definição. Durante os últimos dez anos, diversas organizações têm tentado medir e monitorizar a proximidade com a sustentabilidade através da aplicação do que tem sido chamado de métricas e indicadores de sustentabilidade.

O desenvolvimento sustentável é dito para definir limites para o mundo em desenvolvimento. Enquanto os atuais países de primeiro mundo poluíram significativamente durante o seu desenvolvimento, os mesmos países incentivam os países do terceiro mundo a reduzir a poluição, o que, por vezes, impede o crescimento.

Em 1995, a Comissão das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável aprovou um conjunto de indicadores de desenvolvimento sustentável, com o intuito de servirem como referência para os países em desenvolvimento ou revisão de indicadores nacionais de desenvolvimento sustentável, tendo sido aprovados em 1996, e revistos em 2001 e 2007. São eles: Pobreza, perigos naturais, o desenvolvimento econômico, governo, ambiente, estabelecer uma parceria global econômica, saúde, terra, padrões de consumo e produção, educação, os oceanos, mares, costas, demografia, água potável, escassez de água, recursos hídricos e biodiversidade. Cada um deles ainda são sub-divididos em diversos outros indicadores. Além da ONU, outras entidades elaboram ainda outros modelos de indicadores, como no caso da Comissão Européia, da

Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e do Global Environment Outlook (GEO).

Os três componentes do Desenvolvimento sustentável são:

– Sustentabilidade ambiental: Com o evoluir do tempo e dos conhecimentos técnicos, o desenvolvimento sustentável foi crescendo como resposta às assimetrias globais, aos problemas locais e internacionais. A sustentabilidade ambiental consiste na manutenção das funções e componentes do eco-sistema, de modo sustentável, podendo igualmente designar- se como a capacidade que o ambiente natural tem de manter as condições de vida para as pessoas e para os outros seres vivos, tendo em conta a habitação, a beleza do ambiente e a sua função como fonte de energias renováveis. A ONU, através do sétimo ponto das Metas de desenvolvimento do milênio, procura garantir ou melhorar a sustentabilidade ambiental, através de quatro objetivos principais:

– Integrar os princípios do desenvolvimento sustentável nas políticas e programas nacionais e reverter à perda de recursos ambientais;

– Reduzir de forma significativa a perda da biodiversidade;

– Reduzir para metade a proporção de população sem acesso a água potável e saneamento básico;

– Alcançar, até 2020 uma melhoria significativa em pelo menos cem milhões de pessoas a viver abaixo do limiar da pobreza.

– Sustentabilidade econômica: Enquadrada no âmbito do desenvolvimento sustentável é um conjunto de medidas e políticas que visam à incorporação de preocupações e conceitos ambientais e sociais. Aos conceitos tradicionais de mais valias econômicas são adicionados como fatores a ter em conta, os parâmetros ambientais e socioeconômicos, criando assim uma interligação entre os vários setores. Assim, o lucro não é somente medido na sua direção financeira, mas igualmente na ambiental e social, o que potencializa um uso mais correto, quer das matérias primas, como dos recursos humanos. Há ainda a incorporação da gestão mais eficiente dos recursos naturais, sejam eles minerais, matéria prima como madeira ou ainda energéticos, de forma a garantir uma exploração sem colocar em causa o seu esgotamento, sendo introduzidos elementos como nível ótimo de poluição ou as externalidades ambientais, acrescentando aos elementos naturais um valor econômico.

– Sustentabilidade sócio-política: Centra-se no equilíbrio social, tanto no ser rumo de desenvolvimento social como socioeconômica. É um veículo de humanização da economia, e, ao mesmo tempo, pretende desenvolver o tecido social nos seus componentes humanos e culturais. Neste sentido, foram desenvolvidos dois grandes planos: a Agenda 21, que é um plano global de ação por organizações da ONU, governos e grupos locais. Seria a mais ambiciosa e vasta tentativa de criação de um novo padrão para o desenvolvimento sustentável do século XXI, e as Metas de desenvolvimento do milênio, que foi criada para encurtar o processo de acordos internacionais alcançados em várias cúpulas mundiais ao longo dos anos 1990 relativos ao meio-ambiente e desenvolvimento, direitos das mulheres, desenvolvimento social, racismo, entre outras.

As estratégias nacionais de desenvolvimento sustentável

Os objetivos da ONU incentiva os países a adotarem estratégias nacionais de desenvolvimento sustentável (ENDS), estimulando-os a desenvolver e harmonizar as diferentes políticas setoriais, econômicas, crimes sociais e ambientais e de planos que operam no país. Na prática, é uma estratégia eficaz para o desenvolvimento sustentável reúne as aspirações e capacidades de governo, sociedade civil e do sector privado para criar uma visão para o futuro, e trabalhar continuadamente para esses objetivos, identificando e construindo sobre “o que funciona”, melhorando a formação entre as abordagens, fornecendo um quadro para fazer as escolhas que a formação não é possível. Estas estratégias incidem sobre o que pode ser realmente praticável, pois com uma estratégia eficaz e abrangente se pode solucionar vários problemas ao mesmo tempo. Assim, as ENDS apresentam pontos chaves, sendo tratados de forma integrada as questões econômicas, ambientais e sociais, a saber:

– Alterações climáticas e energia limpa;

– Transporte Sustentável;

– Consumo e produção sustentáveis;

– Conservação e gestão dos recursos naturais.

A arquitetura bioclimática

A arquitetura bioclimática consiste na harmonização das edificações com o meio ambiente, tendo em consideração as condições climáticas, utilizando os recursos disponíveis na natureza, como sol, vegetação, chuva e vento para minimizar os impactos ambientais e reduzir o consumo energético, possibilitando conforto ao homem em harmonia com a natureza.

Uma casa bioclimática gera economia de energia. Embora o custo inicial da construção possa parecer elevado, o investimento será compensado pela diminuição dos gastos de em energia. O fato de hoje em dia a construção não ter em conta a arquitetura bioclimática se deve ao pouco respeito que os países desenvolvidos e em desenvolvimento têm pelo ambiente, não acionado os meios que têm ao seu dispor para travar o desastre ecológico que virá.

Embora pareça um conceito novo de arquitetura, é utilizado desde antiguidade, como por exemplo, no desenho das cidades romanas de acordo com a orientação solar, nas casas caiadas no Sul de Portugal ou os pátios interiores de origem árabe.

A adaptação à temperatura dos edifícios é o ponto onde é mais comum referir-se a influência da arquitetura bioclimática. Ocasionalmente se aproveita o calor do Sol quando o tempo está mais frio, para aquecimento do ambiente interno e para as águas quentes sanitárias, aproveitando, por exemplo, o calor do efeito de estufa dos jardins de inverno. Se houver necessidades de aquecimento, minimizam-se as perdas de calor com um bom isolamento térmico do exterior do edifício, as fachadas, pavimentos e cobertura.

Na lógica, quando o clima é mais quente as paredes são mais grossas e para aproveitar a inércia térmica das paredes, os telhados e a fachada têm cores claras, para minimizar o efeito da radiação solar. Os toldos a sombrear os vãos, os vidros especiais ou vidros duplos e uma boa ventilação natural são outras soluções, assim como a utilização de plantas nas junto à edificação. No caso de utilizar um sistema de arrefecimento (refrigeração), isolar a habitação é também uma boa medida para redução de consumo energético.