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MINHA PLANTA ESTÁ DOENTE. E AGORA?

17 de janeiro de 2017

O jardim não vai bem e você não sabe o que fazer? Muitas vezes a forma de resolver o problema das plantas é mais fácil do que se imagina: primeiro, é necessário identificar se há alguma condição ambiental insatisfatória para a espécie atacada e os sintomas apresentados.

Assim como nós adoecemos, em função de má alimentação, falta de atividades físicas e tantos outros fatores, nossas plantas também adoecem, isso é natural, pois afinal estamos falando de seres vivos. Porém, tirando os problemas causados por parasitas e predadores (organismos fitófagos e herbívoros), as plantas adoecem principalmente pelo fato de o substrato em que se encontram estar pobre em nutrientes, pela falta ou excesso de luz e também pela falta ou excesso de água.

Para cuidar do solo, é importante lembrar que ele é formado por minerais e matéria orgânica da decomposição de plantas e animais. Por exemplo, a palhada sobre o solo garante reciclagem de potássio e nitrogênio. A adubação orgânica é uma fonte de nutrientes lenta e duradoura, sendo possível fazer tudo sem o uso de fertilizantes químicos. Compostagem, folhas secas, galhos, cascas de crustáceos, restos de peixe, cascas de ovos, cinzas de madeira, vinhaça, borras de café são exemplos orgânicos com diversos nutrientes que enriquem o solo de uma planta que parece doente.

Se o vegetal estiver sendo acometido por uma praga ou se realmente adoeceu, é importante diminuir a capacidade de propagação dos organismos que agridem o exemplar ou provocam a doença. Remova as partes comprometidas e os insetos visíveis. Para isso, basta cortar os ramos que apresentam sintomas, remover as folhas doentes e lavar a plantinha. Esses organismos patogênicos se multiplicam exponencialmente e reduzir sua quantidade é sempre uma excelente estratégia.

Combater a doença sem corrigir os fatores que favorecem seu surgimento dificilmente trará resultados permanentes e, com frequência, o simples reposicionamento do espécime e/ou a modificação no trato é suficiente para deixá-lo saudável. Por isso é muito importante saber identificar o que pode estar adoecendo-as.

As respostas das plantas frente a estes problemas podem ser identificadas, permitindo até mesmo saber por qual deficiência nutricional a planta está passando, de acordo com a coloração, textura e formas que apresentam suas folhas.

Confira esse infográfico e aprenda a identificar eventuais problemas em suas plantas:

Por fim, faça uso de soluções naturais, próprias para uso doméstico, como óleo de neem ou repelente de fumo, dependendo da doença que surgiu. Lembre-se que é sempre bom ter um produto de origem mais orgânica e que se degradarem naturalmente no ambiente. Mas para a aplicação dos mesmos, sempre proteja o corpo e os olhos, não inale e aplique a favor do vento. Também se atente a impedir o contato de crianças ou animais domésticos com as plantas em tratamento ou o próprio preparado.

Para evitar a recomposição da população a partir de poucos indivíduos que tenham sobrevivido, mantenha uma regularidade na aplicação das soluções. Porém, não é recomendável utilizar o mesmo produto (princípio ativo) por períodos muito longos, a fim de evitar a seleção de agentes mais tolerantes. E lembre-se: o defensivo (mesmo o natural) combate as pragas e, muitas vezes, seus predadores. Para não desequilibrar o ecossistema do local só use quando realmente necessário.

Em casos muito críticos, em que pode ser necessária a utilização um produto mais forte, consulte um profissional especializado. Um engenheiro agrônomo poderá identificar com maior precisão o problema apresentado pela planta e especificar o defensivo mais adequado para o seu combate de forma segura para sua família e para o ambiente.

Pragas

 

Referências: Árvore ser tecnológico; Uol; Eu quero biologia.

Texto* | Catarina Schmitz Feijó

Infográfico* | Nathalia França

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