Florestas verticais representam a evolução da arquitetura contemporânea, redefinindo a relação entre natureza e espaço urbano.
A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que 55% da população global viva em áreas rurais e, conforme o órgão, esse número atingirá 68% até 2050.
No Brasil, o Censo 2022 aponta que aproximadamente 84% da população já reside em cidades, evidenciando o alto grau de urbanização do país.
Esses percentuais pressionam a infraestrutura urbana, clima e qualidade do ar e reforçam que integrar vegetação à arquitetura deixou de ser tendência para se tornar estratégia de planejamento urbano.
Projetos que incorporam árvores, arbustos e sistemas vegetados passam a redefinir a paisagem urbana e o modo como as pessoas se relacionam com o espaço construído e se harmonizam com a natureza ao seu redor.
Continue a leitura e descubra por que as florestas verticais se consolidam como ferramenta estratégica da arquitetura moderna, seus benefícios e potencial no Brasil.
As florestas verticais como novo paradigma da infraestrutura verde urbana
A ideia de possíveis florestas verticais surgiu em 2007, quando o arquiteto italiano Stefano Boeri começou a imaginar como seria se, ao invés de expandir a arquitetura urbana sobre o solo das cidades, os projetos passassem a permitir uma floresta na vertical.
Na época, o arquiteto estava recém começando a idealizar seu novo projeto de dois edifícios muito altos, em uma área degradada no norte de Milão, na Itália.
Sua ideia de construir florestas ou áreas vegetadas na vertical ganhou forma e, em 2014, foi inaugurado o Bosco Verticale, considerada a primeira floresta vertical do mundo. O empreendimento tem duas torres residenciais que abrigam:
- 800 árvores,
- 4.500 arbustos,
- 20.000 plantas pertencentes a cerca de cem espécies diferentes.
Tudo distribuído estrategicamente conforme a posição solar das fachadas.
Muito mais que um projeto paisagístico e estético inovador, a ideia surge como resposta concreta à poluição, às ilhas de calor e à falta de biodiversidade nas metrópoles, transformando concreto e vidro em um ecossistema vivo suspenso.
O projeto inspirou outros países ao redor do mundo a incorporarem as chamadas florestas verticais como parte integrante de suas estruturas verdes urbanas.
Um desses projetos é o Edifício Salma Tower, um empreendimento comercial localizado na Avenida Faria Lima, em São Paulo, com seus mais de 1,7 mil m² de vegetação verticalizada, que destaca o papel da arquitetura verde no mercado imobiliário paulistano e brasileiro.
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Benefícios ambientais, sociais e econômicos das florestas verticais
Integrar florestas verticais ao projeto arquitetônico vai muito além de agregar valor paisagístico ao empreendimento.
Um estudo internacional com participação da USP, que analisou 202 artigos científicos, apontou que áreas de infraestrutura verde-azul-cinza, como parques, jardins verticais e corpos d’água, podem reduzir a temperatura do ar urbano em até 5 °C.
A pesquisa reforça que a ampliação de áreas vegetadas nas cidades, inclusive por meio de florestas verticais urbanas, é uma estratégia eficaz para mitigar ilhas de calor e melhorar o microclima.
Além da regulação térmica, as fachadas vivas contribuem para a melhoria da qualidade do ar ao absorverem gases poluentes, como o gás carbônico, e liberarem oxigênio.
Também favorecem a biodiversidade, criando corredores ecológicos em ambientes altamente impermeabilizados.
No aspecto social, a presença de vegetação está associada à redução do estresse e ao aumento do bem-estar. Ainda ajuda a promover conforto visual, acústico e psicológico, fortalecendo a conexão das pessoas com o ambiente.
Economicamente, as áreas verticais vegetadas tendem a apresentar maior valorização imobiliária e atratividade turística.
Sem contar que cidades e empreendimentos que adotam florestas verticais reforçam sua imagem sustentável e inovadora, fator estratégico para competitividade global.
O cenário brasileiro e o potencial das florestas verticais nas cidades
Projetos sustentáveis estão em alta e o conceito de florestas verticais vem sendo adaptado por meio de jardins verticais, fachadas verdes e paredes vegetadas, respeitando clima, espécies nativas e desafios estruturais.
Em empreendimentos públicos, comerciais e residenciais, essas soluções representam oportunidade concreta de transformar cidades mais resilientes, frescas e humanas e ressignificam a relação das pessoas com a natureza ao seu redor.
Ao integrar vegetação à arquitetura, as florestas verticais deixam de ser apenas símbolo de inovação e passam a atuar como infraestrutura essencial para o futuro urbano.
Porém, sua aplicação exige conhecimento técnico em impermeabilização, irrigação, drenagem e escolha adequada de plantas.
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