localidade de Porto Alegre afetada pela enchente de 2024

O 4º Distrito se reerguerá com infraestrutura verde: saiba como

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De todas as regiões de Porto Alegre afetadas pelas históricas inundações de maio de 2024 que submergiram parte do Rio Grande do Sul, a do 4º Distrito, sem dúvidas, foi uma das mais prejudicadas. Considerada um polo de inovação e em franca ascensão econômica e social, hoje se encontra coberta por lama após as águas que a devastaram terem, finalmente, recuado.

Com um cenário triste e desolador, fica a pergunta: como o 4º Distrito se reerguerá?

Segundo a Lei Complementar Municipal n.º 960/2022, de Porto Alegre, com Soluções Baseadas na Natureza (SbN) e suas tecnologias de infraestrutura verde!

Que saber mais? Então leia o conteúdo abaixo. Confira!

localidade de Porto Alegre afetada pela chuva

O que é o 4º Distrito de Porto Alegre?

O 4º Distrito de Porto Alegre é a denominação dada a uma região da cidade que envolve os bairros Floresta, São Geraldo, Navegantes, Farrapos e Humaitá.

A faixa encontra seus limites junto ao Centro Histórico, tangencia área nobre do bairro Moinhos de Vento e alcança a fronteira noroeste da capital gaúcha, onde se situa a Arena do Grêmio.

Até meados da década de 50, a região era destinada a abrigar o polo industrial da cidade, mas por diversos fatores econômicos, sociais e até mesmo ambientais (problemas de drenagem sempre resultaram em enchentes frequentes) conduziram-na a uma decadência e degradação.

Nos últimos anos, no entanto, a região vem passando por um despertar comercial, industrial e de lazer, tornando-se referência da boemia da cidade, recebendo muitas cervejarias e outros estabelecimentos afins.

Por outro lado, os problemas sociais, ambientais e infraestruturais da região continuam. Ou seja, o desenvolvimento visto por lá a partir desse renascimento econômico e cultural não vem sendo, até aqui, sustentável.

E é justamente por isso que foi desenvolvido o Programa +4D de Regeneração Urbana do 4º Distrito de Porto Alegre, que busca não apenas consolidar o desenvolvimento da região, mas adequá-la para o futuro, tornando-a referência em sustentabilidade em seu tripé socioeconômico e ambiental.

Histórico de alagamentos e enchentes, e agora, a inundação

Essa ideia de consolidação do desenvolvimento da região, porém, sofreu um grande golpe, porque, apesar do histórico de alagamentos e enchentes, um evento nas proporções da inundação ocorrida em maio de 2024, mesmo que tecnicamente possível, sempre foi visto como improvável.

Além disso, o Programa +4D ainda é muito recente, previsto na Lei Complementar municipal n.º 960/2022, e as medidas de adaptação de sua infraestrutura tradicional para uma infraestrutura verde e azul ainda não haviam sido implementadas.

Agora, mais do que uma adaptação, a infraestrutura da região precisará passar por uma reconstrução que deverá levar a sério a prevenção contra alagamentos, enchentes e inundações, cujas medidas já se encontram previstas no programa.

Portanto, o nome “regeneração” nunca pareceu tão adequado para essa nova fase, e ela precisará, com urgência, de Soluções baseadas na Natureza (SbN) e suas tecnologias de infraestrutura verde, conforme prevê a própria Lei Complementar.

Infraestrutura verde no 4º distrito: uma necessidade urgente

Conforme o art. 6º, inciso V da lei, deverão ser priorizadas na região “ações envolvendo a melhoria do sistema de drenagem urbana e a recuperação da infraestrutura existente, além da ampliação deste sistema através de soluções de sustentabilidade, como as infraestruturas verdes e azuis, tanto nas áreas públicas como nas áreas privadas, a ampliação da arborização, a utilização de telhados verdes, a configuração de jardins de chuva e a implantação de bacias de contenção.”

Essas medidas estão incluídas no chamado eixo temático de Infraestrutura Estratégica para o 4º Distrito, encontrando-se na norma antes das inundações e, depois delas, continuam lá, tratando-se de um dever imposto por lei para a adequada regeneração da região.

Assim, além das obras de infraestrutura tradicional que deverão ser realizadas, como restauração e modernização do sistema de bombeamento de água, novas canalizações, consertos, melhorias e ampliação de diques, a adaptação de áreas públicas e privadas com infraestrutura verde deverá ser levada a sério e com urgência.

Os telhados verdes possuem grande capacidade de retenção da água da chuva, retardando seu escoamento para as redes pluviais. Quanto maior for a reserva d’água do sistema, mais adequada para a gestão hídrica é a cobertura, a qual pode servir como verdadeira bacia suspensa de detenção de água da chuva.

Jardins de chuva são canteiros situados em cotas mais baixas em relação ao nível do solo, existentes ou adaptados para o fim de receberem o escoamento da água pluvial proveniente de telhados, ruas e demais áreas impermeabilizadas limítrofes, podendo ter dimensões grandes ou pequenas (quando são chamados simplesmente de canteiros pluviais), complementando as funções dos bueiros urbanos tradicionalmente existentes nas ruas das cidades, agindo como uma esponja absorvendo água, enquanto microorganismos e bactérias no solo removem os poluentes difusos trazidos pelo escoamento superficial.

Uma bacia de detenção (ou bacia de contenção) de água da chuva é um reservatório temporário para armazenamento da água pluvial, possuindo um dispositivo de escoamento de baixa vazão, reduzindo o volume de água para a drenagem urbana, e um vertedouro que permite uma vazão igual à contribuição de entrada do reservatório quando ele está cheio.

A destruição pela qual passou a região do 4º Distrito exigirá grandes obras do Poder Público para incentivar a região a se desenvolver com a segurança de que a desgraça de maio de 2024 não se repetirá.

Estas obras precisarão atender às diretrizes e estratégias traçadas na Lei Complementar 960/2022, que reconheceram que telhados verdes, jardins de chuva e outras tecnologias de infraestrutura verde não são apenas incrementos estéticos, mas elementos fundamentais para a qualidade de vida ambiental e até para a segurança física e socioeconômica da região.

Isso também vale para os novos projetos privados para a área, tanto de novas construções quanto de reformas de antigas (retrofit), que deverão considerar essas Soluções baseadas na Natureza como indispensáveis.

A Ecotelhado pode contribuir para o reerguimento do 4º distrito

A Ecotelhado possui diversos produtos perfeitos para serem aproveitados neste processo urgente de adaptação do 4º Distrito, conforme as diretrizes estratégicas previstas na Lei Complementar 960/2022.

Os sistemas Laminar Médio e Laminar Alto, além do Sistema Azul e Verde, são muito adequados para esse fim, considerando sua grande capacidade de reserva d’água.

Como dito antes, esses sistemas são verdadeiras bacias de detenção suspensas!

Logo, ainda que não possam tecnicamente ser apontados como bacias de detenção suspensas, são muito importantes para integrarem toda uma rede de retardamento do escoamento da água da chuva, ao mesmo tempo em que aumentar a área verde da região.

Porém, não só esses sistemas, mas também os seus mais simples, no caso, o Sistema Alveolar e o Sistema Alveolar Grelhado também têm boa reserva hídrica, ainda que inferior aos outros, mas com a vantagem de poderem ser instalados em telhados levemente inclinados, sendo uma ótima opção para moradias mais populares em grande escala.

Portanto, imaginem o potencial da instalação de centenas de metros quadrados de áreas verdes combinadas com bacias de detenção, tudo de maneira suspensa, sem inutilizar ou limitar áreas úteis para veículos, pedestres e outras construções?

A empresa também tem seus pavimentos permeáveis, o Ecopavimento, que pode ser utilizado com brita ou com grama.

Além disso, a Ecotelhado conta com o Ecodreno, um produto multiúso aproveitado como sistema de detenção, retenção, drenagem, infiltração e reaproveitamento da água da chuva. Funciona como uma cisterna vertical modulada subterrânea que permite o fluxo de veículos e pedestres sobre ela. Pode ser utilizado como cisterna subterrânea ou em coberturas ou como Jardim de Chuva em praças, áreas verdes e calçadas.

Ecodreno sob estacionamento

Para ficar ainda mais claro, o Ecodreno, produto que também é utilizado para telhado verde no Sistema Laminar Alto e no Sistema Azul e Verde, pode ser usado no solo sob um grande gramado de praça, por exemplo.

Isso significa que todos os benefícios de uma praça seguirão existindo, a área verde continuará lá e sendo útil para os fins ambientais e de lazer a que se destina, mas, sob ela, haverá um grande e invisível reservatário pluvial que retardará a extravasão da água da chuva para a rede pública.

Ecodreno 

Enfim, por lei, a urgente recuperação do 4º Distrito deverá conter intervenções de infraestrutura verde, e para essa missão, produtos como os da Ecotelhado são fundamentais.

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IMAGENS:

– Imagem 2: GZH

– Imagem 3: AGF Advice

– Demais imagens: Arquivo Ecotelhado