Imagem de um dia chuvoso com as ruas molhadas para simbolizar as soluções para enchentes

Soluções para enchentes: como as cidades brasileiras podem evitar alagamentos

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Diante dos desafios apresentados pelas chuvas intensas no Brasil, é crucial abordar desde cedo soluções para enchentes que possam mitigar os impactos desses eventos climáticos extremos. 

Em fevereiro de 2023, por exemplo, o Litoral Norte de São Paulo testemunhou a marca extraordinária de 700 mm de chuva em apenas algumas horas.  

Já em maio de 2024, os gaúchos estão passando por uma difícil situação com as enchentes, a maior da história do estado, superando até mesmo os danos causados pelo furacão Katrina, em 2005, nos Estados Unidos.

Perante esse cenário tão devastador, a busca por abordagens inovadoras e práticas para gerenciar o excesso de água torna-se uma necessidade imediata. 

Quer saber mais sobre esse tema? Então, continue a leitura abaixo para saber quais são as soluções para enchentes e como as cidades podem evitar os alagamentos. Confira!

A infraestrutura urbana e sua relação com as chuvas

A infraestrutura padrão das cidades não leva em consideração diversos elementos ambientais ou, se leva, não lhes dá a devida importância.

O modelo tradicional de telhados e coberturas existentes nas cidades, por exemplo, não leva em consideração a retenção e destinação das águas pluviais. Logo, praticamente toda água que cai sobre nossas casas e edifícios escorre para as ruas.

As vias públicas e privadas sobre as quais precipita, no entanto, se encontram impermeabilizadas por asfalto ou outros tipos de pavimentos inadequados para a absorção da água, a qual escorre para bocas de lobo construídas sobre esse mesmo princípio.

Elas tendem a levar as águas rapidamente para bacias de contenção que, em situações de elevados volumes d’água, logo se mostram saturadas, gerando alagamentos. O lixo acumulado nas ruas também contribui fortemente para isso.

As próprias bacias de amortecimento são, muitas vezes, ou grandes piscinões subterrâneos e impermeabilizados ou bacias de amortecimento expostas ao ar livre, mas desprovidas da tecnologia adequada.

Até mesmo as áreas permeáveis, como canteiros, praças providas de gramados e parques, além de espaços privados, como pátios e jardins, também são projetados e construídos sob uma cultura que ignora ou subestima os efeitos negativos de grandes enxurradas.

Por fim, e não menos importante, muitas construções, precárias ou não, são erguidas em encostas e em outros locais inadequados. Assim, diante de chuvas torrenciais ocorridas em curto espaço de tempo, acabam vindo abaixo.

Quais são as principais causas das enchentes em cidades?

As enchentes em cidades resultam de uma combinação de fatores naturais e humanos. Aqui estão as principais causas explicadas:

  • Chuvas Intensas e Prolongadas: Quando ocorrem chuvas muito fortes em um curto período ou chuvas contínuas por vários dias, a quantidade de água pode ser demasiada para os sistemas de drenagem das cidades. A água da chuva se acumula rapidamente, ultrapassando a capacidade de escoamento, e causa inundações.
  • Urbanização Descontrolada: O crescimento urbano sem planejamento adequado leva à impermeabilização do solo. As superfícies cobertas por asfalto, concreto e construções impedem que a água da chuva penetre no solo. Em vez disso, a água corre pela superfície, aumentando o volume de escoamento e a probabilidade de enchentes.
  • Sistemas de Drenagem Inadequados: Em muitas cidades, os sistemas de drenagem são antigos, mal projetados ou mal mantidos. Esses sistemas não conseguem lidar com volumes elevados de água, especialmente durante tempestades intensas. Quando os sistemas de drenagem falham, a água se acumula nas ruas e em áreas baixas, resultando em enchentes.
  • Obstrução de Canais e Bueiros: Lixo, folhas, sedimentos e outros detritos podem bloquear bueiros e canais de escoamento. Quando isso acontece, a água da chuva não consegue fluir livremente para fora da cidade, acumulando-se nas ruas e causando enchentes.
  • Mudanças Climáticas: As alterações climáticas têm provocado eventos climáticos extremos com maior frequência e intensidade. Chuvas torrenciais, que antes eram raras, estão se tornando mais comuns, aumentando o risco de enchentes nas áreas urbanas.
  • Desmatamento e Perda de Vegetação: A remoção de árvores e vegetação, especialmente em áreas ribeirinhas e colinas, reduz a capacidade do solo de absorver água. As plantas ajudam a segurar o solo e a água, mas sem elas, a água da chuva escoa rapidamente pela superfície, aumentando a probabilidade de enchentes.
  • Expansão em Áreas de Risco: Muitas cidades expandem-se para áreas naturalmente propensas a inundações, como margens de rios e planícies de inundação. Construir em áreas de risco aumenta a vulnerabilidade a enchentes, pois essas áreas são as primeiras a serem inundadas durante chuvas fortes.
  • Infraestrutura de Saneamento Inadequada: Sistemas de esgoto e saneamento mal planejados podem se tornar sobrecarregados durante chuvas intensas, especialmente quando combinam águas pluviais e esgoto em uma única rede. Quando esses sistemas falham, a água não tem para onde ir, resultando em inundações.

Infraestrutura Verde: solução para enchentes e cidades ambientalmente mais seguras

É evidente que nenhuma cidade está preparada para aguentar, em poucas horas, volumes assustadores como os registrados no Rio Grande do Sul, em maio de 2024. 

Entretanto, quando se trata de volumes de água mais usuais e sazonais, é crucial explorar algumas soluções para enchentes. Sendo assim, práticas, técnicas e tecnologias de infraestrutura verde podem dar mais tempo para que outras medidas sejam tomadas.

Nesse contexto, a infraestrutura verde não apenas desempenha um papel fundamental na gestão da água urbana, abordando enxurradas, alagamentos e inundações, mas também promove o verde e a fauna nas áreas urbanas, reduzindo os transtornos causados por problemas cotidianos.

Nos Estados Unidos, a Agência de Proteção Ambiental (EPA) reconhece a importância da infraestrutura verde como uma ferramenta crucial no combate a problemas hídricos urbanos, destacando-a como solução para enchentes. 

Assim, telhados e coberturas adaptados com sistemas de telhado verde, como, por exemplo, os Sistemas Azul e Verde, Laminar Alto e Médio emergem como soluções para enchentes, pois podem conter grandes volumes de água da chuva antes que ela escorra para as ruas das cidades.

Pavimentos permeáveis aliados a jardins de chuva também serviriam para a detenção da água pluvial.

Aliás, por falar em jardins de chuva, eles podem ser utilizados tanto em canteiros como em praças e parques, sendo possível existirem, graças a eles, diversas bacias de amortecimento de água nos mais variados locais.

E também as catástrofes ambientais como as ocorridas no Litoral Norte de São Paulo durante o último carnaval e no Rio Grande do Sul no fim do inverno são difíceis de prever com precisão, e seria até equivocado dizer que, se nas suas regiões e construções predomina uma infraestrutura verde, nada do que vimos teria acontecido.

De todo modo, evitar ou reduzir danos que poderiam ser causados por eventos como esses envolve a combinação de diversos fatores. 

Desde a atenção aos alertas climáticos imediatos até o desenvolvimento de uma cultura de prevenção para situações similares, cada elemento desempenha um papel crucial. 

Além disso, a implementação de infraestrutura mais adequada para suportar ou mitigar tais desastres torna-se essencial, sendo a infraestrutura verde uma das mais indicadas para preparar cidades e buscar soluções para enchentes em contextos desafiadores como estes.

Aproveitamento da Água da Chuva: uma nova visão

Para que o planeta seja realmente preservado, não basta economizarmos água “limpa”; muito mais importante é tratarmos a água que sujamos com uma ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) e devolvê-la limpa para a natureza, perpetuando o ciclo natural da água. Esse é um compromisso que toda empresa distribuidora de água deve ter perante a natureza.

Uma outra forma de economizar água é fazer o Aproveitamento de Água da Chuva, e para isso você pode construir e instalar um sistema usando a tecnologia da Minicisterna, que foi criada e desenvolvida baseada na norma ABNT NBR 15.527:2007 “Água de chuva – Aproveitamento de coberturas em áreas urbanas para fins não potáveis”. 

Os principais objetivos do Aproveitamento de Água da Chuva são, por exemplo, incentivar a população a fazer o aproveitamento correto da água de chuva; fazer com que toda casa urbana tenha pelo menos um sistema simples de Aproveitamento da Água de Chuva; minimizar o escoamento do alto volume de água nas redes pluviais durante as chuvas fortes; usar a água para irrigações nos jardins e lavagens de pisos externos. 

Assim, essa água vai infiltrar na terra e ir para o lençol freático, preservando o seu ciclo natural; usar a água para lavagens de pisos, carros, máquinas e nas descargas no vaso sanitário.

Na régua do pluviômetro, cada milímetro vai indicar que caiu 1L/m² (um litro de água por metro quadrado).

Com essa informação, mais a área de captação de água da chuva, como por exemplo o seu telhado, podemos calcular quanto de água da chuva seu telhado foi capaz de coletar. Para isso, basta multiplicar a área do telhado pelos milímetros de chuva registrados no pluviômetro. O resultado vai ser sempre X litros

Agora, suponhamos que o pluviômetro registrou 20mm. Então multiplique a área do telhado por 20 e terá o volume de água captado durante essa chuva. 

Exemplo: 25m² x 20mm = 500 litros.

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Porque as ruas ficam alagadas? 

Várias são as causas das enchentes urbanas, como vimos no tópico anterior, entre as principais, relacionamos as chuvas, o tipo de piso, lixo nos bueiros, erros de projeto (drenagem insuficiente), ocupação irregular do solo, desmatamento que intensifica o escoamento superficial, impermeabilização do sítio urbano, projetos ineficazes de captação da água pluvial.

Por isso, reservar água da chuva previne alagamentos, e no caso da utilização no sistema de Ecotelhado, permite a utilização para irrigação por capilaridade das plantas tornando um sistema mais resiliente e menos pesado.

Se eu tenho um telhado verde de 100m² e choveu 60 mm, conforme registrado em setembro de 2024, 100 x 60 =  6000 litros de água armazenados e que não caíram nos locais impermeáveis, gerando resiliência para as cidades.

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O aproveitamento de água da chuva se revela como uma prática sustentável e eficaz para mitigar os problemas decorrentes do desperdício de água potável e prevenir alagamentos urbanos. 

Ao adotar sistemas como a Minicisterna e práticas como o telhado verde, é possível armazenar significativas quantidades de água pluvial, promovendo a resiliência das cidades e contribuindo para a preservação ambiental. Dessa forma, cada indivíduo pode desempenhar um papel crucial na promoção da sustentabilidade e na construção de comunidades mais conscientes e ecologicamente equilibradas.

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Capa: Tânia Meinerz/JCDemais imagens: Arquivo Ecotelhado