Imagem sobre leis de telhados verdes em Canoas

Lei de Telhados Verdes de Canoas (RS): mais áreas construídas, mas com mais drenagem e vegetação com equilíbrio

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Sabia que, na cidade de Canoas (RS), é possível construir mais com telhados verdes

A Lei Municipal nº 5.840, de 27 de maio de 2014, em pleno vigor, incorpora esse tipo de cobertura como uma possibilidade concreta para que se possa aumentar a superfície de área construída sem perder a permeabilidade do solo, melhorando a qualidade de vida das pessoas ao promovendo o manejo mais eficiente da água da chuva, contribuindo para uma drenagem urbana mais eficaz e atuando como uma espécie de amortecedor contra alagamentos e cheias.

Quer saber mais sobre essa lei e entender como ela pode beneficiar projetos e construções que, fora os benefícios inerentes aos telhados verdes, busquem ter mais área construída, mantendo o equilíbrio ambiental e ainda favorecendo a drenagem urbana local? Então leia o conteúdo abaixo! Confira!

Imagem sobre leis de telhados verdes em Canoas

O QUE ESTABELECE A LEI?

A Lei nº 5.840/2014 não apenas autoriza, mas também detalha os critérios técnicos que devem orientar a implantação de telhados verdes. Ao criar esse dispositivo legal, o município de Canoas sinaliza que as coberturas vegetadas deixaram de ser mera opção estética ou ambiental para se tornarem elemento legítimo da construção civil local. 

A legislação define, em especial, que os projetos devem respeitar parâmetros técnicos previamente definidos, como a dimensão de subcamadas de drenagem, substratos específicos e impermeabilização adequada, entre outros requisitos que assegurem o funcionamento adequado do sistema de vegetação sobre o telhado. 

A existência dessa orientação normativa dá segurança jurídica ao construtor: trata-se de uma autorização clara, respaldada por regras técnicas que aliam qualidade construtiva à eficiência funcional do sistema de cobertura verde.

Porém, muito mais importante do que essas especificações, é o foco da norma: compensação ambiental, equilibrando desenvolvimento econômico com benefícios ambientais e sociais.

UMA LEI DE COMPENSAÇÃO

A Lei Municipal n.º 5.840/2014 é uma lei de compensação ambiental, e seu objetivo central é possibilitar que as construções ocupem áreas maiores do que as originalmente permitidas mediante a utilização de telhados verdes.

O núcleo da norma está no seu artigo 7º, segundo o qual a “possibilidade de utilização do sistema de Telhados Verdes nos termos dispostos na presente Lei dependerá diretamente da proporção entre a Taxa de Ocupação, a Área Remanescente e a Área Livre Obrigatória do terreno, taxas definidas segundo os critérios” previstos na lei.

Em seguida, seu artigo 8º aponta que será admitida a instalação de sistemas de Telhados Verdes para compensar parcialmente a Área Livre Obrigatória do terreno exigida e que não puder ser executada no lote, conforme proporções específicas dispostas na lei.

Também merece destaque o previsto no art. 10 da lei, segundo o qual “a instalação do sistema de Telhados Verdes passará a ser obrigatório aos imóveis que em seu processo de construção, tenham causado danos ao meio ambiente com derrubada de árvores nativas (…)”.

A LEI ESTÁ EM VIGOR E É JURIDICAMENTE APLICADA

Desde sua promulgação em 27 de maio de 2014, a Lei nº 5.840 está plenamente vigente, não tendo sido revogada ou substituída por outra regulamentação posterior. 

Portanto, continua válida para ser aplicada em processos de licenciamento e aprovação de projetos de construção na cidade. Esse status legal significa que todos os setores envolvidos, das secretarias urbanísticas às equipes de engenharia e arquitetura, podem considerar os telhados verdes uma alternativa viável e normatizada, sem depender de regulamentação futura ou incentivos fiscais para sua utilização.

VANTAGENS PARA O DESENVOLVIMENTO DA CONSTRUÇÃO CIVIL

  • Segurança técnica e inovação

Para quem atua na construção civil, a lei traz uma vantagem decisiva: oferece um respaldo técnico para o uso de tecnologias que elevam o padrão das edificações. 

A obrigatoriedade de seguir critérios claros reduz incertezas na especificação dos sistemas de telhado verde, tornando mais viável sua adoção em projetos residenciais, comerciais e industriais. Empresas podem assim investir em inovação, criar portfólios mais verdes e sofisticados, e apresentar ao mercado uma oferta que alia estética, funcionalidade e modernidade.

  • Valorização de empreendimentos

Projetos que incorporam telhados verdes tendem a obter valorização diferenciada no mercado imobiliário. 

Além de embelezarem visualmente o edifício, esses sistemas geram percepção adicional de qualidade e inovação. 

O investidor ou comprador permanece impressionado pela proposta integrada de construção — com telhados vivos que enriquecem o skyline urbano e sinalizam cuidado com a experiência urbana. A lei, ao legitimar essa prática, abre caminho para que o setor use esse argumento de valorização com respaldo técnico e normativo.

  • Diferenciação competitiva

Num setor em que há padrões relativamente homogêneos, adotar um telhado verde pode conferir vantagem competitiva. 

A presença de vegetação nos tetos torna o imóvel mais convidativo, harmoniza o edifício com o entorno e revela que houve planejamento voltado à operação duradoura e à experiência dos moradores. 

Essa diferenciação se torna ainda mais palpável quando o sistema facilita a gestão da água de chuva — mostrando que a edificação cumpre um papel relevante na infraestrutura urbana de drenagem.

BENEFÍCIOS URBANOS: DRENAGEM MAIS EFICIENTE E PREVENÇÃO CONTRA ALAGAMENTOS

  • Redução do escoamento superficial

Um dos efeitos mais notáveis dos telhados verdes é sua capacidade de reter parte da água de chuva antes que ela desça abruptamente para as galerias pluviais. 

Essa retenção retarda o escoamento superficial, reduzindo o pico de volume que chega às bocas de lobo e redes de drenagem, o que ajuda a evitar que as vias urbanas sejam inundadas em episódios de chuva intensa. 

Com telhados verdes em diversos prédios espalhados pela cidade, cria-se um efeito coletivo que contribui para prevenir alagamentos repentinos,  especialmente útil em áreas mais vulneráveis da bacia urbana.

  • Alívio às redes de drenagem urbana

Quando as câmaras pluviais são pressionadas por volumes elevados de água concentrada, o sistema de drenagem pode falhar, gerando retenção nas ruas e impedindo a fluidez do trânsito, além de impactar imóveis vizinhos. 

O telhado verde age como um regulador: retém parte da água, libera outra parte de forma lenta e gradual, e permite ainda que ocorra evaporação – aliviando significativamente a demanda sobre as redes durante eventos extremos. 

Esse efeito contribui para dar mais eficiência à drenagem urbana, reduzindo custos públicos com reparos e evitando transtornos frequentes causados por enchentes e cheias localizadas.

  • Qualidade de vida em áreas urbanizadas

Os benefícios dos telhados verdes transcendem a infraestrutura física e repercutem na qualidade de vida urbana. 

Com menos alagamentos e menos necessidade de lavagem contínua das ruas, o ambiente urbano se expressa com mais harmonia, tranquilidade e segurança. Servidores públicos, motoristas, pedestres e moradores percebem a diferença no dia a dia, por meio de ruas mais seguras, menos lama e menor risco de impactos na mobilidade e na rotina cotidiana.

DESIGN, ESTÉTICA E INTEGRAÇÃO PAISAGÍSTICA

  • Valorização estética do tecido urbano

Os telhados verdes conferem uma dimensão paisagística ao entorno imediato das edificações. 

Ladeiras, visuais de prédios e vista aérea ganham nova estética: em vez de chapas sem vida e impermeáveis, observa-se vegetação integrada, em tons verdes que variam com estações. 

Essa presença viva agrega ao skyline da cidade uma nota de delicadeza e de conexão com o vegetal, transformando o ambiente construído, antes plano e artificial, em um cenário mais convidativo e visualmente equilibrado.

  • Design biofílico e experiência urbana

Mesmo sem usar o termo “design biofílico”, a lei promove a proximidade com a natureza por meio da vegetação acessível aos sentidos. 

Telhados que podem ser vistos de sacadas, janelas e edifícios vizinhos inserem uma presença vegetal no cotidiano urbano. Esse contato visual com a vegetação (e, em alguns casos, o acesso físico quando o projeto prevê cobertura utilizável) amplia o senso de bem-estar das pessoas, que se beneficiam do visual mais acolhedor e orgânico, mesmo em áreas densamente edificadas.

  • Fauna urbana e aporte ecológico

A vegetação nos telhados pode servir como refúgio para insetos benéficos, pássaros menores e outras formas sutis de vida que habitam a cidade. 

Mesmo em um contexto urbano, o telhado verde oferece abrigo, reconhecimento e, em alguns casos, alimento para os polinizadores e aves que circulam entre as edificações. Isso anima o espaço urbano com movimentos vivos discretos, como o zumbido de abelhas e o voo de pequenas aves, que enriquecem o cotidiano das pessoas com sutileza.

IMPLANTAÇÃO TÉCNICA E VIABILIDADE PRÁTICA

  • Critérios técnicos claros

O valor da lei está em seu detalhamento técnico. Para realizar um telhado verde conforme a legislação, os projetos devem apresentar soluções de impermeabilização, drenagem, camada de plantas e substrato com espessura adequada, que garantam a estanqueidade e a viabilidade do sistema ao longo do tempo.

Esses critérios tornam o processo técnico previsível, permitindo ao engenheiro civil ou ao arquiteto projetar com segurança, sem depender apenas de ensaios empíricos ou referências genéricas.

  • Adaptação a diferentes tipologias

A diversidade de edificações em Canoas (residências unifamiliares, comerciais, industriais, condomínios múltiplos) pode se adequar à lei com diferentes configurações de telhado verde. Em um caso simples, a cobertura pode ser um sistema reduzido, com poucas camadas e plantas adaptadas à baixa manutenção.

Em empreendimentos maiores, pode-se optar por um sistema mais robusto e acessível. O ponto-chave é que a lei permite essa flexibilidade desde que respeitados os critérios técnicos estabelecidos.

  • Durabilidade e manutenção prática

Ao investir na estrutura correta já na fase de projeto e obra, o telhado verde apresenta durabilidade prolongada. Ele protege a membrana impermeável da radiação solar direta, reduz desgaste térmico e evita fissuras. 

A manutenção, por sua vez, se limita à reposição de plantas, verificação da drenagem e poda ocasional — tarefas simples comparadas às manutenções tradicionais pós-construção, como reparo de infiltrações ou substituição de telhas danificadas. 

É uma solução que envelhece bem e com menor custo a médio e longo prazo.

IMPACTO URBANO E TRANSFORMADOR

  • Cidade mais resiliente

Na soma de telhados verdes espalhados pela cidade, Canoas ganha um sistema distribuído de absorção e retenção de chuva, que complementa os recursos tradicionais de drenagem. 

É como se a cidade ganhasse pequenos amortecedores que reduzem o impacto de tempestades localizadas. 

Com menos alagamentos, os riscos a bens e pessoas diminuem, ao mesmo tempo em que os serviços urbanos funcionam com mais regularidade, como transporte, coleta de resíduos e abastecimento.

  • Identidade urbana inovadora

Canoas se coloca à frente como cidade que legisla pensando em formas modernas de construir e conviver.

Ao regulamentar os telhados verdes, a cidade se diferencia, tornando-se exemplo para outras localidades que desejam melhorar suas práticas urbanísticas.

Essa visão confere à cidade uma identidade contemporânea, mais conectada com soluções que fortalecem o tecido urbano — não apenas fisicamente, mas na experiência cotidiana dos seus habitantes.

UMA LEI À DISPOSIÇÃO DA CIDADE PARA TRANSFORMAR SUA PAISAGEM, GESTÃO AMBIENTAL E QUALIDADE DE VIDA

A Lei Municipal nº 5.840/2014, que disciplina a implantação de telhados verdes em Canoas, não é apenas mais um instrumento legal, mas sinaliza uma nova maneira de projetar e habitar a cidade. 

Ao mesmo tempo em que oferece vantagens concretas para a construção civil, conferindo segurança técnica aos empreendedores e indivíduo, inovação, valorização e modernidade, ela atua como agente urbano significativo, contribuindo fortemente para a drenagem durante chuvas fortes, prevenindo alagamentos, embelezando o panorama urbano, promovendo contato visual com a vegetação e ampliando leveza aos espaços coletivos. 

Tudo isso contribui para que os habitantes e visitantes de Canoas possam ter uma qualidade de vida aprimorada, mais adequada a eventos climáticos extremos e valorizando o impacto prático e estético da medida.

TELHADOS VERDES DA ECOTELHADO: PERFEITOS PARA CANOAS (RS)

A Ecotelhado possui diversas tecnologias de telhado verde que são perfeitas para os fins a que se destina a Lei de Canoas, a começar pelos sistemas Laminar Médio e Laminar Alto, além do Sistema Azul e Verde, excelentes para a drenagem urbana em pequena e média escala, considerando sua grande capacidade de reserva d’água.

Tais sistemas são verdadeiras bacias de detenção suspensas!

Além desses sistemas, a empresa ainda conta com o Sistema Alveolar e o Sistema Alveolar Grelhado , que igualmente dispõem de excelente reserva hídrica, ainda que inferior aos outros sistemas mencionados anteriormente, mas com a vantagem de poderem ser instalados em telhados levemente inclinados, sendo uma ótima opção para moradias mais populares em grande escala.

Aliás, já imaginou um grande bairro com casas populares cobertas com telhados verdes? Pense no quanto de água seria retida antes de escoar para as vias!

Enfim, o fato é que todos esses sistemas, com suas especificações e benefícios, são perfeitos para que Canoas (RS)

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Imagens: Arquivo Ecotelhado